Wellington Balbo
Temos grande responsabilidade perante a vida.
Nossos pensamentos, ações, palavras, sentimentos, flutuam no universo a procura de solo fértil para frutificar.
Forçoso admitir que permutando experiências com outras pessoas, influenciamos e somos influenciados; a vida em sociedade, necessariamente implica em responsabilidade, afinal, não estamos a sós, somos rodeados por nuvens de testemunhas, que muitas vezes se apóiam em nossa maneira de ver a vida, as pessoas, o mundo, para formarem suas opiniões.
Com a globalização e as informações transitando pelos quatro cantos do mundo à velocidade da luz, com a tecnologia nos colocando em contato com todos os recantos do universo, nossa responsabilidade aumentou muito, porquanto, nossas idéias, estão acessíveis a um maior número de pessoas.
Por isso, o bom senso, é virtude das mais importantes; onde falta o bom senso, abre-se espaço para os desentendimentos, a palavra amarga, a critica azeda, o destempero, a polêmica inútil...
Uma palavra rude, endereçada à alguém que se encontra mutilado por críticas têm o poder de desestimular ainda mais. Um pensamento enfermiço destinado a quem anda em desequilíbrio psíquico têm o poder de desestabilizar ainda mais.
Dia desses, recebi um e-mail onde o autor fazia clara apologia ao suicídio, dizia ele:
- Gosto da idéia de que podemos escolher o lugar, como e onde iremos morrer, gosto da idéia do suicídio!
Lamentável artigo! O autor utiliza seu talento para plantar sementes de desesperança e confusão.
Fiquei a imaginar um artigo desses caindo nas mãos de alguém que traz o coração dilacerado pela dor e a alma enfermiça acalentando a idéia de auto-extermínio.
Certamente será um grande empurrão para quem está à beira do abismo existencial.
Faltou sensibilidade e responsabilidade ao autor; sabendo que seus escritos ultrapassam não raro fronteiras, deveria cultivar a prudência na hora de emitir opinião concernente a tema de tamanha gravidade.
Tem pessoas com extremo talento e que infelizmente aproveitam essa habilidade para irradiar dor, desolação, medo, tristeza...
Como explicar isso?
Falta-lhes algo primordial: Bom senso! Como se diz vulgarmente: Falta-lhes desconfiômetro.
Todavia, algo de que não poderão se furtar é a responsabilidade da colheita de suas plantações.
A lei de causa e efeito é implacável, atua-se com irresponsabilidade, certamente compromete-se com o reajuste, muitas vezes doloroso, porém, antes de mais nada pedagógico.
E assim, de reajuste em reajuste, vamos aprendendo a ter responsabilidade perante nossos atos, palavras, pensamentos...
Pensemos nisso!
Wellington Balbo, casado com Aline, pai de dois filhos, Olivia e João Antonio, estuda Administração de Empresas. Ele é apaixonado pela leitura e pela vida. Adora o ser humano e é fã confesso daqueles que não se deixam abater pelas dificuldades. Wellington vem se destacando em seus artigos e em suas palestras. Conheçam-no em: