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Taís, um anjo
Wallace Leal V. Rodrigues Psicografia: Maria Nilceia |
Marta e Pedro, casados, brigavam muito. Numa outra vida, em que também foram cônjuges, ele tinha sido traído por ela. Na atual vida, apesar de se amarem, ameaçavam-se mutuamente de cada um ir para um lado. Tinham dois filhos, e estes assustavam-se com os gritos do pai, cujo subconsciente deixava aflorar a intuição de que tinha sido traído.
Mesmo em clima de discórdia, veio a terceira gravidez. Nasceu Taís. Com o passar do tempo, todos perceberam que ela era muito carinhosa. Sua mania era passar as mãozinhas no rosto do pai, da mãe e dos irmãos. Quando Marta e Pedro brigavam, ela logo dizia:
-Não briguem, é feio. Taisinha não gosta.
Para tristeza da família, a leucemia manifestou-se na menina. Apesar de todos os esforços dos pais e dos médicos, ela veio a desencarnar aos seis anos. Taís, no quarto do hospital, disse aos pais:
-Vou passear com os anjinhos, eles estão aqui, mas, prometo que volto.
No dia seguinte, a garota fechou os olhinhos amorosos. A dor dos pais e dos irmãos foi muito grande.
O casal, gradativamente, parou de brigar. Pedro, quando tinha vontade de gritar com Marta, logo lembrava da querida Taís a dizer:
-Não briguem, é feio. Taisinha não gosta.
Seus olhos enchiam-se de lágrimas e a voz morria em sua garganta. Acabaram superando as diferenças e não se separaram. Taís, na verdade, era protetora da família e devido ao amor extremo, desejou ajudar de maneira a chamá-los de vez à harmonia. Somente o recurso da reencarnação lhe asseguraria sucesso. Prontificou-se a isso e venceu.
Refletindo: Muitos casos assim se sucedem na Terra. Pela dor, endireitam-se os caminhos. Em cada criança, uma lição... Em cada sorriso, uma esperança... E em cada afago, a manifestação da solidariedade divina para conosco... |
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Site Editado em 2006 |