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Se em Toda Porta Existissem Flores...
Yannatys |
Pablo era nervoso. Tudo tinha que ser como desejava. Os familiares se sentiam sufocados pelo seu gênio. Sofriam tanto com isso.
Certo dia, seu filho Emanuel, de 23 anos, ficou de comprar pão para o jantar. Na padaria, ele encontrou um amigo que não via há alguns meses. Entabularam diálogo.
Emanuel, apesar de preocupado, pois, sabia que seu pai já devia estar nervoso esperando o pão, não pode se furtar ao diálogo. Conversou com o amigo cerca de dez minutos. Voltando para sua casa, sentiu-se tenso, sabia que a bronca seria grande. Começou a passar mal, uma sensação esquisita no peito... Não pode abrir a porta, pois a chave enroscou. Ao apertar a campainha, foi o próprio Pablo que veio atender. Recebeu o filho aos berros:
-Foi fabricar o pão?! Por que demorou tanto?! Trabalhei a tarde toda e estou com fome. Antes eu tivesse ido no seu lugar. Irresponsável!
O mal-estar de Emanuel aumentou. Deixou os pães na mesa e saiu para tentar se acalmar. Ao chegar na esquina, caiu. O morador de uma residência próxima, que conhecia Emanuel, estava chegando e viu a queda do rapaz. Colocou-o no carro e levou-o ao hospital. Após ter a certeza que o jovem estava sob os cuidados do médico, voltou para avisar a família. Atendido por Pablo, disse:
-Emanuel caiu na esquina... levei-o ao hospital... Acho melhor o senhor ir até lá.
O pai do jovem, ao procurar o médico, foi informado:
-Lamento... seu filho morreu... enfarte fulminante...
Pablo foi levado até a presença do filho. Abraçou-o em prantos, a dor moral que sentia era imensa e o remorso torturante. Emanuel tinha uma anomalia no coração, mas ninguém sabia. Pablo mudou muito. Deixou de fazer a barba, esqueceu de si mesmo. Seus olhos, quase sempre parados, olhavam o horizonte. Não passou mais um dia de sua vida, sem que dissesse:
-Emanuel, Emanuel... meu filho... perdoe-me...
Muitas vezes, Emanuel lhe respondia, embora ele não ouvisse:
-Já o perdoei, pai...
Refletindo: Lute para adquirir paciência, ore com fé a fim de vencer essa força negativa que atormenta os incautos. Só tem paciência, quem venceu o egoísmo. |
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Site Editado em 2006 |