Paulo sem Marília

 

 

Wallace Leal V. Rodrigues

Psicografia: Maria Nilceia 


 

 

 

Paulo vivia triste pela morte de sua esposa Marília. Amava-a e sentia sua falta a ponto de ter a saúde abalada.

Certo dia, Ana Carolina, sua filhinha de apenas 8 anos, mas, muito inteligente, dona de espírito brilhante e grande evolução, disse-lhe:

 

-Papai, eu vejo e sinto seu sofrimento. Sei que chora lá no quarto.

 

Paulo, já com as lágrimas prontas a aflorar, respondeu:

 

-Filha, tenho me esforçado para dominar a falta que sinto de sua mãe.

 

Ana Carolina, com os olhinhos vivazes prosseguiu:

 

-Então esforce-se mais um pouco. Lembre-se que o senhor tem a mim e que um dia o senhor reencontrará mamãe no Mundo Espiritual, enquanto que eu, quando isso ocorrer, ficarei sozinha na Terra, pois, não terei nem o senhor e nem a mamãe. Entretanto, papai, sei que vocês estarão com Jesus e sei que Deus não separa as pessoas nem pela morte. Aprendi no Centro Espírita que nos comunicamos geralmente à noite.

 

-Mas sua mãe partiu cedo, filha... não a acompanhei naquela viagem e ela bateu o carro. Sinto-me o culpado por aquele acidente e pela morte dela.

 

-Papai, pense que se o senhor tivesse ido, eu já estaria sem vocês dois. Percebe quantas dificuldades eu enfrentaria? Mamãe partiu, pois chegou a hora dela. Então o senhor não sabe que cada um possui o seu tempo na Terra?

 

-O que desejo tanto entender, filha, é porque existem pessoas que partem tão cedo...

 

Ana Carolina, prontamente respondeu:

 

-Papai, estude os livros espíritas. Já lhe pedi para lê-los. Eles explicam todos os fatos da vida, apresentam informações fornecidas pelos espíritos de luz, que trabalham para Jesus. Com toda essa sua tristeza, está prejudicando a mamãe. Faça como eu: estude com vontade, para tudo entender, confie em Deus, mande boas energias para mamãe. Não estamos separados.

 

Paulo abraçou sua filha e conseguiu sorrir. Espiritualmente, a esposa, que tinha vindo visitá-los naquela hora abençoada, sentiu-se aliviada e abraçando-os pensou: que bom, agora estou pronta para me sentir alegre como sempre fui!

 

Refletindo: Os elos de amor não se desfazem com a morte do corpo físico. Quem partiu retorna, e, se vê os familiares chorando, chora também. O desespero incontrolável mantém cativo aquele que desencarnou. Sejamos solidários com nossos amados que moram no Além. Se os amamos sem egoísmo,  não será difícil cooperar com sua evolução.

 

 
 
 
 
 
 

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