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A Montanha de
Flores
Wallace Leal V. Rodrigues Psicografia: Maria Nilceia |
Morreu Tainá, de cinco anos. Todos choraram muito. Enquanto o corpo frágil era enterrado, Tainá, em espírito, adentrou em lindo mundo espiritual. Viu um caminho de areia branquinha sob seus pés e nele começou a andar. Enxergou também, ao longe, uma montanha que parecia ser de flores. Percebeu que o final do caminho era naquela montanha. Sentiu-se leve e extasiada. Andou sem cansar. Finalmente, chegou no sopé da elevação. Sim, era uma montanha todinha de flores. O agradável aroma delas preencheu seu narizinho delicado. Tainá notou a chegada de um anjo de vestes luminosas. Olhou maravilhada para ele. Ele a carregou nos braços e volitou com ela. Ambos riram felizes. -Olhando fixamente para ele, Tainá disse: -Você é igual a um anjo que vi num desenho que ganhei de mamãe. Ela adora anjos. Ele lhe respondeu: -Os anjos também gostam muito de sua mamãe. Tainá assim falou: -Acho que morarei aqui, de hoje em diante, né? Lembro-me que fiquei doente e ouvi o médico falando baixinho para a enfermeira que eu morreria. -Você é inteligente, Tainá, percebe as coisas com facilidade. Está feliz aqui? -Sim, estou... mas, sentirei saudades da mamãe. Poderei vê-la? -Poderá sim, querida, a hora que quiser, respondeu o anjo. -Leva-me lá agora? -Levo sim. E, carregando a garota nos braços, chegaram até Nálen, a mãezinha triste. Nálen chorava. Tainá abraçou a mãe, beijou-a no rosto e disse repetidas vezes: -Não chore, mamãe, não chore... estou viva e poderei visitá-la sempre que quiser. Nálen não parava de chorar. Tainá perguntou ao anjo: -Por que mamãe chora tanto? -Porque apesar dela amar os anjos, não acredita muito neles. Se acreditasse, saberia que você está conosco. Tainá respondeu: -Desejo vê-la feliz, afinal, não estou mais doente e não morri. Como dizer isso a ela? O anjo respondeu: -Ela saberá. Contaremos sua história para uma amiga e essa amiga levará a história até ela. Quando ela ler, saberá que você está bem e não chorará mais. E, os dois seres de luz retornaram para perto da montanha de flores. Tainá foi colocada entre muitas crianças e sentiu-se realmente feliz por poder brincar e saber-se eterna. Refletindo: Toda pessoa que perdeu um ente querido, tenha a certeza de que apenas devolveu-o a Deus, sabendo que um dia todos estarão juntos. Tudo tem explicação e será de grande utilidade buscar o auxílio dos livros espíritas. Quem não tem preconceito contra o Espiritismo, é feliz, pois aprende a verdade, sem necessariamente ter que ser espírita. A grande meta do Espiritismo é esclarecer, orientar, para que as pessoas caminhem felizes e seguras pelos caminhos que escolherem, qualquer que seja a religião abraçada. |
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Site Editado em 2006 |