Maria Nilceia
 

 

Deita feliz em meu ombro,
livro-te de todo escombro,
a fraternidade de minha mão,
faz chover amor de montão.

Vem, pedaço de meu coração,
com intensidade a minha alma,
oferece-te grande calma
e te entrega nova canção.

Elo fraterno e indissolúvel
vem de vidas passadas,
tantas lágrimas em noites caladas,
transformo tua dor em pó solúvel.

Filha de puro amor,
tens a beleza das manhãs de calor
e a delicadeza do bem-te-vi,
jamais tanta beleza eu vi.

O horizonte se tinge de sangue,
de corpos caídos exangues
e tu em tuas brancas vestes,
choras com os seres mutantes.

Prossigas, recolhas o que da vida
de tantos jovens restou,
enxuga o pranto das mães sofridas,
nobre doutora que cura feridas!

Mães aflitas choram a perda dos filhos,
mas no céu eles possuem lindos destinos.
Mostra-lhes de Deus os hinos,
livra-as de acorrentá-los aos tristes trilhos.

Jesus lhe oferte o tilintar de suaves sinos!




 
 
 
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