
Apresento-lhe agora um cenário de encanto.
Vês
aquele homem de túnica branca
conversando com outro homem?
O de
túnica é Jesus e o outro um discípulo.
Repare na aura que circunda o Cordeiro.
Além
de brilhante, tem o perfume de Deus...
Vamos nos aproximar e ouvir o diálogo?
Ouçamos o que diz o discípulo:
-
Jesus, estou a lembrar aquele dia no Sinédrio,
quando o sumo sacerdote perguntou-lhe
se
eras o Cristo, o filho do Bendito...
Respondeste tão bem "Eu sou.
E
haveis de ver o Filho do Homem
sentado à direita do Poder de Deus
e
vir sobre as nuvens do céu"...
-Sim
amigo, eu também me lembro bem...
lembro-me também das cuspidas e dos socos
que
impiedosamente levei,
após
ter dado minha resposta.
-Mestre, desejaria ter sido poderoso suficiente
para
impedir tamanha humilhação!
-Não... não te apoquentes...cada cuspida,
cada soco, foi
para mim fonte de renovação.
Após
as cuspidas e socos, veio a crucificação,
e
nela está o ápice da questão!
-Mestre, doeu muito, não foi?
Eu
senti a tua dor na minha alma...
-Não
confranjas teu coração, amigo,
tudo
hoje é ação.
-Achas, Mestre, que o homem acordou?!
-Muitos acordaram. Só permanece dormindo
quem
de si ainda não se ofertou.
-O
que significa isso, Mestre?
-O
significado é simples:
em
lugar da pergunta, a certeza...
em
lugar da cuspida o beijo...
em
lugar dos socos, as carícias...
em
lugar da cruz, o altar...
-A
que altar te referes, ó querido Jesus?
-Ao
altar divino, que é o coração,
onde
o homem deve colocar
doçura, perdão, compreensão,
livrando-se sempre,
de
acicatar seu irmão.
Basta colocar sinceridade
e
amor no coração!
|