
Quem ama não se dedica,
ao próximo tentar ferir,
afinal, todo mundo tem coração
e compreende o verbo sentir.
Questão
fundamental é saber,
o que pode a mágoa provocar,
em nossa própria alma
e na alma de nosso irmão.
Prestemos
bem atenção:
a mágoa instala-se em nós,
quando o orgulho é ferido,
e assim, é ideal combatê-lo,
utilizando amor e perdão.
Eliminando
o tal veneno,
do negativo amor próprio,
compreenderemos depressa,
que na verdade ele é ilusório.
Não
permitamos que a mágoa,
transforme-se em aversão,
aversão vira ódio,
ódio vira enfermidade,
em todo aquele que insiste,
em colocar o dedo em riste.
É
palpitante a verdade
tão fácil de entender:
quem ama "não fere",
e também "não se fere".
Quando
nos sentirmos vítimas,
da maldade de quem não ama,
empreguemos o verbo amar,
sabendo que quem nos deseja mal,
talvez não desejasse,
se estivesse em nosso interior,
buscando um pouco de esplendor!
Se
alguém nos ridiculariza,
desejando ver nosso fim,
entendamos que o poder maior é de Deus,
que não acusa, e ao errado estende a mão,
para que ele aprenda a correta canção.
Quando
nos ironizam
e jogam lodo em nosso corpo,
basta tomarmos um banho
de amor e compreensão...
Se nos conhecessem a fundo,
em vez de lodo, imitariam a Deus
e nos estenderiam suas mãos...
Assim,
que todos prossigam,
na base do bem viver,
para não adoecer;
ao ofensor, temos que dizer:
és fonte de meu bem querer,
és meu irmão e eu perdôo
a tua má intenção,
dê-me de teu coração um pedaço
e eu o aquecerei em meu regaço.
Poesia
inspirada
no artigo de Adésio Alves Machado,
publicado na RIE de agosto de 2001
Índice de
Textos
|
|