Justiça Sempre, Fraternidade Premente
 
 
 
Nunca meu coração valorizou tanto a vida,
como quando meus olhos choraram ao ver em filme
tantas vidas esvaídas com o naufrágio do gigante  e lindo Titanic, parece que ainda vejo aqueles corpos em mar congelado, amores findos...
 
Na vida é preciso o que pensamos honrar
e a intensidade do que sentimos, a todo mundo propagar...
Já vi tantos sonhos interrompidos, tanta desgraça levada a efeito, não consigo agora calar ante tantos e tantos corpos sofridos e sem leito.
 
A bandeira brasileira tremula em mim
e com ela, sinto a necessidade de a tudo me manifestar,
alio patriotismo à fraternidade como conseqüência do verbo amar, e assim, se não amasse, esses versos não faria,
inspiração não viria...
 
E ela veio tão forte... acompanhada de tanta dor
e de tantas lágrimas que em minha face rolam tão quentes!
Meu Pai, quando vejo afegãos de seu país fugindo, minha alma treme, meu coração indômito, ó Criador,
não consegue jamais permanecer silente...
 
Aqueles mísseis horríveis,
a loucura de um homem que se julga rei,
que trata os demais como se brinquedos fossem,
Aviões despejam alimento... que terrível contradição!
 
Ele mata, motivado  por doentio revide
e joga alimentos para o mundo tentar conquistar!
Por que em sua louca,  cruel e insana ironia, orgulho ferido,
não entende que a paz é preciso fazer,
senão seu país vai se desfazer?
 
Bandeira brasileira,
tu não és mero e lindo pedaço de pano,
és o vivo brasão que carrego em meu coração!
Abomino a desgraça que medra na vida dos meus irmãos afegãos, que nada estão podendo fazer  contra aquele que se julga tão poderoso.
Montando seus cavalos só possuem como saída a longa e inóspita estrada...
 
Custa-lhes abandonar o solo amado,
meu protesto deixo efetivado e clamo então:
Que o nosso presidente sinta o tremular de nossa bandeira
e que esse tremular o leve a benéficas e fraternas atitudes adotar, lembrando que o famoso senhor que agora ruge 
tentando poder mostrar,
é o mesmo que expõe seus jovens filhos à morte,
determinando que matem!
 
Coitados... triste sorte!
 
 
Maria Nilceia
 

 

Imagem Original by Jonatan Alvarsson