Ei, amor, Espera-me!
O que
faço com esse teu sofrer?
Caminhas
louco pela trilha
de
asfalto, de terra,
ei,
espera-me!
Tenho algo
a te falar,
não andes
à minha frente,
vás com
calma, vamos respirar,
o tempo é
grande e a esperança é verde.
Abrigo-te
no verde do eucalipto... hum!!!
Que bom, emprego a força,
empurro-te no riacho, para ver-te todinho molhado, eheh,
não me olhes assim.
Dá-me a
mão,
essa
timidez de sempre...
dá-me logo
um beijo, abraça-me,
não olhes
dos lados, amar torna-nos calientes!
Esquece a
doença,
amanhã, logo pularás da cama, oié...
doença
traz grande tristeza e tristeza imensa
também
traz muita doença,
é assim que diz o tio Zé.
Não ligues
para o tempo de chuva, que delícia!
Descontrái,
homem, tua mulher te deseja,
ama-a ao
som dos trovões,
acende os
lampiões.
Façamos o
lume amigo,
poetar
desperta áis transcendentes,
toma-me em
teus braços, dança assim comigo...
levo-te em
minhas asas e mostro-te o amor que sentes!
Esquece
depressa tudo o que passou
e de ti muito judiou,
sabes que
à tua disposição ora e sempre estou,
quero que
a mim te entregues com furor
e entendas
o Deus do Amor!
Maria
Nilceia

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