Atalho feliz

 

O agora é o que tenho nas mãos,
é nele que me encanto com o canto teu,
é suave a tua música,
serenata que desata dores,
mostrando da vida os amores.

 É a criança que beijamos,
a família que glorificamos,
o amigo que abraçamos,
no agora que tanto amamos...
nos acordes misturam-se os brados.

 Encantos por todos os lados,
de tantos seres delicados,
que com amor nos acatam,
mãos fortemente se atam,
nesta ciranda... venhas também.
 

Esqueças quem te aguilhoa,
vamos dançar na proa,
isso é possível quando se unem olhares,
vencendo tantos e imensos mares,
em busca de grandes pomares.

 Provaremos frutos com doce sabor,
não sabemos ainda seus nomes,
por ora de nós são desconhecidos,
mas próximos de se tornarem conhecidos,
dos corações que abrigam calor.

 Vamos, conduzo-te por este atalho,
ele é cercado de flores,
nele não cabe a maldade,
vibra somente a sinceridade,
é este o leito de suaves odores.

 Faça-te leve como a avezinha,
voes como a andorinha,
ajudo-te a construir o teu ninho
e não contente com isso,
coloco em tua vida o sorriso.

 Que se unam todas as auras,
que brilhem retratando vida,
que se eliminem as taras,
com otimismo no coração
e cadência na construção.

 Dê-me tua mão...

 

Maria Nilceia

 

 

 

 

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