Asa
Iluminada
Vejo-te
desnudo,
como Deus
menino,
sem orgulho,
trazes do mar o
marulho.
Andaste por
praias,
jogaste as
traias,
meditaste em
clareira na floresta
e por ela Deus
te deu ampla fresta.
Contemplaste a
beleza da lua,
ali, pelas
árvores cercado,
sentiste o
calor do sol,
conhecendo o
esplendor do astro amado.
Sonhaste achar
a outra asa,
que contigo
voasse
e a tua língua
falasse,
pediste com o
coração em brasa.
No amargor do
fel,
sentiste o
esplendor do grande alvorecer
e um intenso e
magnífico anoitecer...
a dor não
conseguiu tua fé deter.
Assim, escalas
montanhas,
caminhas na
neve,
banhas-te no
mar,
entregas-te à
brisa.
Mostras do
espírito as entranhas,
vigilantes,
atuantes, balsamizantes,
em cantos
suaves de esperança,
não esperas por
bonança.
Apenas abrigas
coração inocente de criança...
hosana... anjos
trazem em almofada dourada,
a tua outra asa
iluminada,
tão inocente
como tu, criança!
Maria
Nilceia

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