Alma inocente
 
 
Não te detenhas, criança querida,
deita tua cabeça em meu colo,
feches teus olhos, dou-te guarida,
fez-se noite em tua vida,
na escuridão vejo tua ferida.
  
Cansaste de andar, de correr,
conheceste a parte triste do mundo,
tiveste que a dor conter,
sorveste amarga bebida,
é difícil a diária lida.
 
 Deixe que eu te carregue,
teu corpo ser-me-á leve,
teu sorriso, não me negues,
percorreremos suaves caminhos,
dar-te-ei muitos docinhos.
  
Vibrarás ante sutis construções,
conhecerás paisagens translúcidas,
com suaves e orientais monções,
de sensações dúlcidas,
serão múltiplas as emoções.
  
Amor o Senhor de dará...
Ah... Orvalho do Atalho!
Une-te ao meu nascente e poente,
o milagre se fará,
não existirá sentimento doente...
  
Teu sorriso tornar-se-á sereno,
teu olhar não ficará mais atado,
suspirarás de prazer
 e quando sentires inebriantes perfumes,
desejarás a Jesus agradecer...
  
Esperes, não vás, escuta do Além a fala!
a esperança jamais se finda,
o sofrer, sim, se finda,
agora, eu te peço, abras os olhos,
maturidade tua alma exala...
  
Confies, ser  homenageado e querido,
comigo terás cativante segurança,
serás sempre essa eterna e pura criança,
e quanto a tudo que te machucou,
dirás com certeza, o sofrimento acabou.
 
 
Maria  Nilceia
 

 

 

Imagem original by Greg Olsen

 

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